Mercado mobiliário em queda
NN - publicado
domingo, 13 de junho de 2010

 

    

  

    
O ano 2009 ficará marcado como um ano difícil do mercado do mobiliário na Europa. Nos oito países em análise, o mercado deverá recuar mais de 7%. O recuo é ténue em Espanha e na Eslováquia. Em contrapartida, os mercados de mobiliário francês, alemão e italiano foram os que melhor resistiram, registando diminuições inferiores à média.
Analisando as despesas médias por família, em 2009, poder-se-á dizer que a Alemanha, Itália e a França foram os países onde as famílias mais despenderam em artigos de mobiliário. Comparando o orçamento médio anual por família despendido, entre 2008 e 2009, poder-se-á dizer que os alemães gastaram mais 57€ (736€ em 2009), os Italianos mais 83€ (642€ em 2009) e os Franceses (332€ em 2009) pouco mais investiram em 2009 (apenas 4 €). Em Portugal a crise que abalou o sector, acabou por se reflectir nas próprias famílias que reduziram a sua despesa em menos de menos 31€ (182€ em 2009).
O Grupo BNP Paribas Personal Finance acompanha há mais de 50 anos o desenvolvimento do consumo e das cadeias da distribuição no mundo. Em 1989, lançou, em França, uma publicação anual - o Observador Cetelem - cujos estudos sobre o consumo, a distribuição e o crédito, são fontes de informação e de reflexão ao dispor de todos os actores do mercado. A primeira edição portuguesa foi divulgada em 2000. O Observador Cetelem está presente em vários países: Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Portugal e República Checa.
As análises e previsões foram realizadas em Dezembro de 2009 em colaboração com o gabinete de estudos e consultadoria BIPE, com base num inquérito quantitativo, realizado em Setembro e Outubro de 2009, em CAWI (Computer Assisted Web Interview). Trata-se de um estudo baseado em inquéritos aplicados a amostras representativas das populações nacionais (maiores de 18 anos) de doze países: Bélgica, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Rússia. Cerca de 8.000 europeus foram questionados com amostras de pelo menos 500 indivíduos por país.