Factores demográficos influenciam consumo
NN - publicado
quinta-feira, 24 de junho de 2010

 

    

  

    
O crescimento económico, associado a uma descida da mortalidade, é um fenómeno que se observa em todos os países, sobretudo actualmente nos países com economias emergentes. Poder-se-á dizer que o envelhecimento da população não é sinónimo de “não crescimento”.
Há dez anos, os séniores eram efectivamente subconsumidores numa percentagem de 7% relativamente ao seu peso demográfico, mas actualmente a proporção inverteu-se completamente: são agora sobreconsumidores numa média de 7%.
A chegada à reforma dos babyboomers vai acentuar ainda mais este sobreconsumo dos idosos. Em termos de valores, esta geração é muito diferente das gerações mais antigas: é mais numerosa, mas também mais consumidora do que os reformados de hoje em dia.
Além disso, foi com esta geração que o emprego feminino se generalizou. Assim, os casais de novos reformados beneficiam frequentemente de duas reformas a 100%, o que não acontecia com os seus antepassados. Os mais velhos, de 50 anos e mais, possuem actualmente um poder de compra pelo menos 30% superior à média!
Poderão concentrar cerca de 60% dos rendimentos até 2020, dispondo actualmente de mais de 45% dos rendimentos em França.
O Grupo BNP Paribas Personal Finance acompanha há mais de 50 anos o desenvolvimento do consumo e das cadeias da distribuição no mundo. Em 1989, lançou, em França, uma publicação anual - o Observador Cetelem - cujos estudos sobre o consumo, a distribuição e o crédito, são fontes de informação e de reflexão ao dispor de todos os actores do mercado. A primeira edição portuguesa foi divulgada em 2000. O Observador Cetelem está presente em vários países: Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Portugal e República Checa.
As análises e previsões foram realizadas em Dezembro de 2009 em colaboração com o gabinete de estudos e consultadoria BIPE, com base num inquérito quantitativo, realizado em Setembro e Outubro de 2009, em CAWI (Computer Assisted Web Interview). Trata-se de um estudo baseado em inquéritos aplicados a amostras representativas das populações nacionais (maiores de 18 anos) de doze países: Bélgica, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Rússia. Cerca de 8.000 europeus foram questionados com amostras de pelo menos 500 indivíduos por país.