Foi finalmente extinto o maior fogo deste ano no distrito de Bragança. Desolação foi tudo o que deixou para trás. A paisagem é agora uma arrepiante mancha negra. Ficou tudo negro, tal como também se encontra agora alma dos poucos moradores que ainda habitam as aldeias mais afectadas por este fogo.
Calvelhe, Paradinha Nova, Paradinha Velha, Izeda, Pinela, Parada, Coelhoso e Izeda foram as circunscrições territoriais onde o incêndio lavrou. Mais de mil hectares de terreno foram consumidos pelas chamas.
Os prejuízos são avultados e reduzem-se, na maioria dos casos, à destruição de olivais, vinhas e árvores de fruto. Milhares de oliveiras foram queimadas, deixando alguns agricultores das aldeias atingidas com a sua economia familiar e de subsistência completamente arrasada.
Os prejuízos fazem-se sentir também na actividade cinegética. A maior parte do terreno ardido constituía-se por matos e florestas, habitat privilegiado para algumas espécies cinegéticas como o coelho, javali e veado, que foram também consumidos pela violência das chamas.
O fogo de Calvelhe, assim ficou conhecido, foi o maior incêndio registado este ano no distrito de Bragança.