O Bloco de Esquerda veio juntar a sua voz, à voz e ao movimento de cidadãos e instituições que não concordam com a construção da barragem de Foz-Tua.
Ontem, Francisco Louçã subiu até Mirandela no metro de superfície, para demonstrar perante a comunicação social que o Bloco de Esquerda não concorda com a concretização daquele empreendimento.
Se o dirigente concebe como necessário uma política global do estado português para com a gestão da água, sendo por isso indispensável a construção de algumas barragens, Louçã considera que a do Tua não deve ser uma prioridade do governo, uma vez que o empreendimento colide com recursos e mais valias que poderão ser aproveitadas para o desenvolvimento local.
Louçã sustenta a sua argumentação no cenário natural e na história de uma linha com 120 anos de idade. O líder do Bloco de Esquerda, nesta sua visita, convidou mesmo o Primeiro-Ministro a fazer a viajem entre o Tua e Mirandela no metro, para que o governante possa constatar com os seus próprios olhos as potencialidades turísticas que o vale do rio Tua possui. Talvez esse pudesse ser um motivo para o Governo mudar de ideias, referiu Francisco Louça.